“Still / I think of poetry as it was said / of Alanbrooke’s war diary: a work done / to gain, or regain, possession of himself, / as a means of survival and, in that sense, / a mode of moral life.”
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“Existe algo de horrível nessa vida provinciana, onde nada muda, tudo conserva o mesmo aspecto, sejam quais forem as profundas modificações da alma humana. A angústia, o desespero e o amor passam despercebidos, e o coração bate misteriosamente até a morte, sem que tenha ousado, uma vez que seja, colher os gerânios na sexta-feira e não na segunda, ou passear pela cidade às onze horas e não às cinco da tarde.”
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“O Natal está próximo e eu, em gesto altruísta, tenciono falar com os meus leitores. Literalmente. Podem marcar o 91 736 327. Só existe um problema: o meu telemóvel está no fundo do Tejo desde o dia 1 de janeiro de 2007. Resolução anual que cumpri nas primeiras horas da madrugada: em estado etílico razoável, parei o carro na ponte de Lisboa e bati o recorde olímpico de lançamento do bicho. Ele voou como um pássaro ferido e desapareceu nas águas. Telefonem, leitores. Talvez uma sereia vos atenda.”



Olá.
Rapaz, é-me uma tentação a leitura desses trechos; desde dezembro que não leio nada que não o necessário a uma certa monografia; ali na estante esperam-me ainda um P. Roth e um D. F. Wallace.
E esse do JPC deve ser mesmo ótimo.
ei, essa capa do julien green não é inspirada nessa foto?: http://bartlebyetc.blogspot.com/2007/10/blog-post.html#links
Juro que eu tinha pensado na mesma coisa. Cheguei a procurar alguma referência à foto na página de créditos editoriais do volume, mas nada havia. O ar insubmisso too blue da Mesurat é o mesmo da Johansson, coisa que torna difícil dizer qual das duas merece parabéns ;-0
quase posso jurar que o ilustrador que fez a capa se inspirou na foto da scarlett. sou desenhista, sabe? (não espalhe), reconheço os traços-cópia.