Erich Auerbach investiu alguns anos de sua vida no estudo do sermo humilis. A esse tom de discurso – pois é mais que estilo mas menos que gênero – atribui a fundação intelectual da cultura européia, coisa que espanta por fazer-nos ver que a “cultura ocidental” assenta-se sobre uma fé, uma perspectiva, uma compreensão segundo [...]
Arquivos para a Categoria ‘História’
Verdade e elocução
Posted in Filosofia, História, Literatura, com etiqueta Erich Auerbach, Santo Agostinho, Sócrates on Maio 23, 2009 | 2 Comentários »
Um nobre escotoma
Posted in Devaneio, História, Religião, com etiqueta Nietzsche on Março 25, 2009 | 6 Comentários »
Ler Nietzsche traz-me à mente uma imagem poderosa, que condensa quase tudo que penso a seu respeito: a de um pintor exímio, um verdadeiro maestro dotado de pleno domínio das técnicas de sua arte, que tomasse o pincel com o propósito de pintar um arco-íris quando, na outra mão, sustenta uma aquarela que não dispõe [...]
Falta nobreza
Posted in História, Política, com etiqueta Edward Gibbon, Nietzsche on Março 15, 2009 | 3 Comentários »
O Nagel põe-me na fila dos que devem estampar em seus blogs a quinta frase da página 161 do livro pelo qual correm olhos no momento. Está lá, em Declínio e queda do Império Romano, do finíssimo Gibbon:
Os generais que assumiam o título de Augusto eram, ou respeitados por suas tropas graças a sua competente [...]
Ainda J. Roth: Israel e anti-sionismo
Posted in História, Política, Religião, com etiqueta Israel, Joseph Roth, Luiz Felipe Pondé on Fevereiro 5, 2009 | 1 Comentário »
Não sei muito bem o que pensar sobre o Estado de Israel. Um erro que comumente domina as discussões a respeito é o jogar em um mesmo balaio de gato anti-sionismo e anti-semitismo, o que é desonestidade canalha, até por ser isso não observar que muitos do que consideram criminosa a existência do Estado judeu [...]
Antes de falar de J. Roth, uma nota sobre austro-húngaros
Posted in Devaneio, História, com etiqueta Blasé, Franz Kafka, Império Austro-Húngaro, Joseph Roth, Silvia Saint, Stefan Zweig on Fevereiro 4, 2009 | 1 Comentário »
Devo dizer que sempre que ouço falar em austro-húngaros quedo em simpatia imediata. Só as memórias de Stefan Zweig já são suficientes para tornar o antigo império uma espécie de Babilônia renascida, como se os habsburgos houvessem construído uma cosmópolis pequeno-burguesa capaz de manter unidos, à bala, uma multitude alucinada de etnias as mais exóticas. [...]